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    ITUVERAVENSES PAGARAM R$ 4 MILHÕES DE IMPOSTOS EM 2017
    Impostômetro chegou a R$ 500 bilhões em impostos arrecadados
    30/03/2017 - 10:16

     Impostômetro atingiu a marca de R$ 500 bilhões na última segunda, dia 20

    O valor pago pelos brasileiros em impostos neste ano já alcançou R$ 500 bilhões por volta das 7h de segunda-feira, 20 de março, segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). No ano passado, o mesmo montante foi registrado somente dia 29 de março, o que revela maior crescimento da arrecadação tributária.

    A marca de R$ 500 bilhões equivale ao montante pago em impostos, taxas e contribuições no país desde o primeiro dia do ano. O dinheiro é destinado à União, aos Estados e aos municípios.

    Em Ituverava, de acordo com o Impostômetro, até a última terça-feira, 21 de março, já havia sido paga a quantia de R$ 4.477.806 em impostos, montante mais alto que municípios como Miguelópolis (R$ 2.112.973), Igarapava (R$ 2.089.711), Morro Agudo (R$ 2.933.846), Guará (R$ 1.755.361), Aramina (R$ 721.530) e Buritizal (R$ 408.884). 
    Já os municípios que pagaram mais impostos que Ituverava na região são: Orlândia (R$ 6.675.310), São Joaquim da Barra (R$ 5.302.105), e Guaíra (R$ 5.162.930). 
    As duas maiores cidades da região – Ribeirão Preto e Franca – já pagaram, respectivamente, R$ 209.425.000 e R$ 40.056.000 em impostos. 
    Para o presidente da ACSP e da Federação da Associação Comercial de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, esse aumento arrecadatório de um ano para outro é um incentivo para que o Governo Federal descarte elevação ou criação de impostos.

    “Esse crescimento é sinal de que a recessão perde força e a economia começa a reagir. O controle de gastos e as reformas ajudarão a sanear as contas públicas nos próximos anos. Por isso, vemos como desnecessário qualquer aumento tributário, visto que isso retardaria a retomada da economia”, diz.

    Tempo Real
    O painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista.

    O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet, na página do Impostômetro (https://impostometro.com.br/).
    Na ferramenta, criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é possível acompanhar quanto o país, os Estados e os municípios estão arrecadando em impostos e também saber o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.

    Estados
    De acordo com o Impostômetro, São Paulo é o estado que mais arrecada impostos no Brasil, com mais de R$ 186 bilhões até esta segunda-feira, dia 20. O valor representa cerca de 37,39% do total da arrecadação no país. Ao mesmo tempo, o número de habitantes em São Paulo representa pouco mais de 20%.

    Em segundo lugar, está o Rio de Janeiro, com quase 10% da população brasileira e 13,78% do total da arrecadação, ou seja, os dois estados representam 51,17% da arrecadação de impostos. Em janeiro deste ano, os dois estados já eram responsáveis por quase metade da arrecadação de tributos em todo o País (49,86%). Por outro lado, cinco estados da região Norte – Roraima, Amapá, Acre, Tocantins e Rondônia – foram responsáveis por cerca de 1,07% de tudo o que o País arrecada em impostos.

    Especialista afirma que sistema tributário não tem transparência
    O economista Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal, afirmou, durante evento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que um dos maiores problemas do sistema tributário brasileiro é a falta de transparência.

    “Qualquer pessoa sabe que é impossível você saber quanto se está pagando de imposto sobre qualquer bem ou serviço que você compra no Brasil quando se considera toda a cadeia”, disse um dos principais especialistas em sistema tributário do país.

    De acordo com o economista, a alta complexidade do sistema tributário aumenta o grau de litigiosidade, visto que não há posições claras sobre as regras, o que por sua vez eleva os custos das empresas e a insegurança jurídica. No final das contas, disse Appy, isso tudo acarreta em perda de competitividade da produção nacional.
    Ele explicou que a lógica tributária é diferente da lógica produtiva, fazendo com que as empresas, na prática, desperdicem dinheiro. “Você não sabe a quantidade de caminhões que temos rodando pelo país por conta de um sistema mal desenhado”.

    Appy citou o exemplo da construção civil, em que o governo obriga as empresas a utilizarem meios menos competitivos, como o concreto armado na construção, em detrimento de outras formas, visto que o primeiro tem uma tributação menor.

    Simplificado impostos
    Para o especialista, um bom sistema tributário tem que ser simples, neutro (que não distorça a atividade econômica) e transparente. É isso, segundo ele, que o Centro de Cidadania Fiscal propõe desde o ano passado para legisladores e formadores de opinião.

    A ideia, segundo ele, é acabar com cinco impostos que incidem sobre o consumo de bens e serviços (ICMS, IPI, PIS/COFINS e ISS) e transformá-los num único tributo: o Imposto de Bens e Serviços (IBS).

     
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